ANA ELISA MARINO


Sou Ana, casada e mãe de dois meninos bagunceiros.


Formada em Terapia Ocupacional pela Universidade Federal de São Carlos. Minha escolha por essa profissão tem relação com meu desejo de cuidar de pessoas. Naquela época, sentia um incômodo forte com as desigualdades sociais e tinha um desejo profundo em entender por que as coisas são como são.


Não se pode mudar o mundo todo, isso eu já sabia, mas podia começar e entende-lo de alguma perspectiva e quem sabe achar um caminho pra fazer algo... então por onde começar?


Poucos sabem disso, mas a Terapia Ocupacional tem como mote principal “pensar e agir na inserção da pessoa em seu próprio cotidiano”. Seja porque o sujeito apresenta uma limitação física que o faz precisar aprender ou adaptar outro modo de realizar o que precisa, seja porque sofre com alguma questão pessoal, emocional ou psíquica que o atrapalha a encontrar seu melhor modo de ser/estar no mundo e fazer tudo o que deseja (ou ainda nem sabe que deseja).


Na faculdade comecei a entender sobre como as pessoas se relacionam com o seu fazer no cotidiano, foi aí que meu foco se tornou a saúde mental.


Após minha graduação senti necessidade de estudar sempre mais, primeiro estudei Psiquiatria em um aprimoramento profissional no Hospital do Servidor Público Estadual onde aprendi muito sobre o adoecimento psíquico e uma base fenomenológica.


Na sequência achei importante compreender e ampliar o universo das atividades que eu aplicava e busquei a Arteterapia, que me proporcionou recursos fantásticos de intervenções artísticas que buscam a criatividade numa compreensão baseada na Gestalt Terapia.


Na vida pessoal, há alguns anos eu vinha em um processo analítico, investigava a mim mesma e continuava naquele esforço em desvendar o funcionamento humano, busquei então uma formação em Psicanálise, que realizei no Centro de Estudos Psicanalíticos. Deste modo aprimorei e fundamentei melhor minha escuta e passei a ter mais e mais amplitude e uma nova perspectiva para atuar com as pessoas.


Dentro desta visão psicanalítica encontrei também um modo de fazer um processo mais direto e breve que ajudasse as pessoas a encontrar e estruturar um pouco seu propósito de vida e trabalho, bem como potencializar suas próprias características essenciais, esse é o Coaching Psicodinâmico Breve que aprendi com o professor Edu Bastos no Integra.


Atualmente, senti vontade de voltar às minhas origens e estudar mais a fundo a metodologia da Terapia Ocupacional Dinâmica no CETO, que aborda o processo terapêutico com as atividades com técnicas muito especificas como as trilhas associativas.


Bom... esse percurso todo pra mim não tem fim, gosto muito de estudar, aprender, ampliar...


Sempre cliniquei na saúde pública e privada em locais que atendem jovens e adultos com sofrimento psíquico e problemáticas relacionadas ao uso de subsistências e também em consultório/ateliê auxiliando em processos de prevenção em saúde mental e cotidiano.


Sempre uso todos estes estudos de modo muito individual, quase artesanal, mesclando a escuta e as ferramentas de intervenção pra ajudar as pessoas que me procuram a conhecer seu funcionamento, refletir as necessidades, alcançar suas potências, suas qualidades, e habilidades para se sentirem cada vez mais satisfeitos.


Amo ler, assistir filmes e seriados, dos mais bobos de comédia e romance para relaxar e não pensar, aos mais complexos pra refletir a essência do ser humano através das artes.


Adoro cozinha e comer! Expresso amor e alegria nestas atividades! E gosto muito de passear, conhecer coisinhas no meu bairro e de viajar, tanto para descansar quanto para conhecer os diferentes modos de viver a cultura e ter um gostinho de partes da nossa história humana.


Meu ritmo é lento para certas coisas como praticar esportes e desbravar a natureza, e muito veloz e prático no dia a dia, pra ter tempo de aproveitar meu ócio criativo ou mesmo o não criativo, rs.


Sou filha, mãe, companheira, irmã, tia, amiga (...), terapeuta, paciente e as vezes só conhecida. Aprendi e aprendo todo dia com todos esses papéis. Penso que o mundo poderia ser mais atento e mais gentil, poderia entender e respeitar mais as individualidades, exercitar e embelezar mais o interno que o externo, e isso se faz buscando dentro da gente o que há de melhor ou pior ou vulnerável e pasme...terapia serve muito pra isso.


Assim eu acredito que estou mudando o mundo a partir do meu espacinho individual, realizando meu propósito que é me manter sempre em movimento interno e externo, desmistificando a saúde mental e ajudando as pessoas a encontrar seus desafios e superações! Isso eu faço através das minhas intenções e atos pessoais e também como profissional terapeuta.